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V Congresso Portugal Nuts: Um Setor em Crescimento, Cheio de Oportunidades

Written by Filipa Carvalho | Jun 8, 2026 11:31:28 AM

No passado dia 26 de maio, marcámos presença no V Congresso Portugal Nuts, organizado pela Associação Promoção Frutos Secos (APFS). Um evento de referência no setor, desta vez subordinado ao tema "A Competitividade dos Frutos Secos", que reuniu cerca de 300 participantes entre produtores, técnicos, investigadores, investidores e empresas de toda a fileira.

Um programa com substância

O congresso decorreu em português e inglês, com oradores nacionais e internacionais, e o programa soube cobrir bem os vários ângulos que preocupam quem trabalha neste setor.

Os oradores principais foram um dos momentos mais comentados durante o dia. Hugh Macfarlane (CEO da Demeter) trouxe uma leitura global sobre clima, tendências e o lugar de Portugal no mercado internacional dos frutos secos. Adolfo Mesquita Nunes falou sobre os impactos da geopolítica atual nas cadeias de valor agrícolas. E João Ribeiro Lima, professor na San Telmo Business School, explorou as mudanças no perfil do consumidor e o que isso implica para a produção e o retalho. As mesas redondas foram moderadas por jornalistas, João Paulo Sacadura, Pedro Benevides e Manuel Carvalho, o que deu ritmo ao debate e ajudou a manter o foco nas questões que realmente interessam.

Portugal e a amêndoa: ainda há muito por construir

Uma das ideias que ficou mais clara ao longo do dia: Portugal está bem posicionado para receber investimento em frutos secos, e a amêndoa é a cultura com mais destaque. Comparado com mercados mais maduros como a Califórnia, os custos de produção cá ainda são competitivos e isso não passou despercebido.

A produção de amêndoa em Portugal tem cerca de 10 a 15 anos. Houve uma fase de aprendizagem, algumas variedades que funcionam noutros mercados simplesmente não se adaptaram ao contexto português, mas esse processo está a dar lugar a uma fase mais estável, com produtores que já conhecem melhor o que têm entre mãos. O setor está a amadurecer.

A nossa participação

A Wisecrop integrou a Mesa Redonda I, dedicada aos "Instrumentos e Ferramentas de Decisão no Setor dos Frutos Secos". A discussão girou em torno de uma pergunta simples mas difícil de responder: como é que a tecnologia pode ajudar os produtores a tomar melhores decisões? Foi uma troca de ideias útil, com perspetivas diferentes na mesa, e ficou claro que há um interesse crescente em soluções concretas, não em tecnologia pela tecnologia.

Conversas que ficam

Para além das sessões, o congresso foi uma boa oportunidade para falar com quem está no terreno. Reencontrámos clientes com quem trabalhamos de perto e conhecemos novos produtores, desde grandes operadores do setor até produtores mais pequenos. O interesse em ferramentas de apoio à gestão das culturas existe em todas as escalas.

Para o ano voltamos

Foi um dia bem passado e com resultados concretos. O setor dos frutos secos em Portugal tem energia, e há cada vez mais pessoas a levá-lo a sério. Já temos em vista a próxima edição.

Se também esteve no congresso e quer trocar ideias, fale connosco.